Publiquem-se com regularidade, para
informção e norma dos fiéis, os juízos
morais sobre os espectáculos cinematográficos... Um dos
fins principais da classificação moral é esclarecer
a opinião pública e educá-la no respeito e apreço
dos valores morais; sem estes não se pode ter nem verdadeira cultura
nem civilização."
Borat, assim como Michael Moore com suas táticas de entrevistas agressivas, exploram as pessoas que estão simplesmente tentando ser agradáveis. A amabilidade tão típica dos americanos é algo para deboche, apesar de, no geral, a amabilidade ser preferível à grosseria. O argumento é, entretanto, que Borat não precisava debochar tanto da amabilidade das vítimas, retratada como burrice e intolerância. Borat pode ser um exercício de esnobismo, mas ao menos não é propaganda comunista.
O sexto filme da série Rocky é um espetáculo que só se compara ao primeiro filme da série há trinta anos. "Rocky Balboa” é uma viagem às lembranças, em parte um remake. Ainda que eu queira viver a velha magia, quanto eu admire Stallone por manter o espírito de suas personagens vivo por todos esses anos, é cansativo. “Rocky Balboa” é, sem dúvida, o desastre que poderia ter sido.
Fui ver o primeiro dos filmes de Clint Eastwood sobre a os combates dos EUA contra o Japão na Segunda Guerra Mundial, “A conquista da Honra”. Confesso que eu espetava mais do filme, que ainda assim é excelente. Como sempre grande profissionalismo no elenco e direção firme.
“À procura da felicidade” é um filme que vale a pena ser visto como uma valorosa lição de vida sobre os valores do trabalho árduo e da dedicação à família. A história de Chris Gardner ilustra o melhor possível dentre a ordem das coisas do mundo, onde os bens terrenos garantem uma medida de paz, ao mesmo tempo em que apontam para a paz última que só é alcançável por uma realidade divina transcendente.
Fazer um filme envolvendo o tema da homossexualidade sem cair nos clichês prós e contras, na verdade escapando da armadilha de fazer dessa condição sexual o mote da narrativa terá sido o feito mais notável do diretor Bennett Miller no legendário filme “Capote”, que já nasceu clássico. Um feito não menor foi enfocar a questão da gratuidade do mal de um modo efervescente, sem sentimentalismos e melodramas.