"A
cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida,
é uma dimensão constitutiva da existência humana,
como as mãos são um atributo do homem."
Dentre as dificuldades que cercam a noção de “verdade” está a questão de saber qual o item que se pode apresentar como “portador” da verdade. De modo geral, a “proposição” tem sido esse item. O livro de Marilúze, “varrendo” a história, de Platão e Aristóteles, passando pelos estóicos, e chegando aos tempos atuais, com as idéias de Frege e Searle, presta bom serviço a quem pretenda aprofundar estudos relativos a nomes e proposições.
Com a sua prosa sóbria e elegante, Johnson faz um retrato de cada um dos principais intelectuais, desde Rousseau. Se um aluno iniciante nos cursos superiores ler esse livro com atenção, ficará vacinado contra a sedução socialista e comunista que é a tônica em nossas universidades. O livro é um convite ao despertar, em meio ao sono trágico em que está mergulhado toda a nossa classe pensante.
O ensaio aqui focalizado contém, presumo, a (ou boa parte da) dissertação de mestrado da autora. Gira em torno do matemático e filósofo Gottlob Frege. A contribuição que Marilúze nos traz diz respeito a um aspecto da distinção entre sentido e referência, fruto de seus conhecimentos de lingüística e de filosofia. A simples alusão aos assuntos do ensaio mostra que não é acessível aos leitores pouco afeitos aos estudos de lógica.
“O Ópio dos Intelectuais” de Raymond Aron é uma das obras seminais do século XX. O livro é um contundente libelo de um combatente pela liberdade. O livro é dividido e três partes, precedido de longa e substantiva Introdução, a saber: a primeira trata dos mitos políticos, a segunda da idolatria da história e a terceira da alienação dos intelectuais. O estilo de Aron é direto, irônico, implacável. Lê-lo é um deleito.
Se o leitor acompanha bem o espanhol, nem pense em ler traduções. Pegue um bom dicionário e fique preso à edição de John Jay Allen. Se não consegue ler espanhol, mas conhece bem o inglês, leia a tradução de Edith Grossman. Desista de ler a obra em nosso idioma. Estou certo de que uma tentativa de chegar ao “Quijote” pela via brasileira redundará em interrupção da leitura logo nas primeiras páginas...